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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Esportes: uma dádiva do Antigo Egito


Embora as pessoas saibam que o povo grego parece ter sido o primeiro a praticar e organizar competições esportivas, a numerosa representação de cenas esportivas que aparecem nas paredes das tumbas, templos e obeliscos tendem a provar que, provavelmente, foram os antigos egípcios* os verdadeiros pais de muitos dos esportes atuais. Elas também mostram que os faraós fixaram as regras básicas para os jogos, uniformes especiais para os jogadores e até um árbitro para organizar a competição. Este interferia para separar uma briga e anunciava os vitoriosos, conferindo-lhes colares diferenciados ou faixas de vencedores. Os sentimentos dos competidores ao término das partidas também foram retratados.
Em uma das paredes do templo de Ramsés III (c. 1194 a 1163 a.C.) em Luxor, por exemplo, podemos ver um jogador que cumprimenta a torcida curvando-se e levando a mão até a testa. Vencedores e perdedores eram aplaudidos: os primeiros por sua superioridade e os demais por seu espírito esportivo. Os comportamentos da esportividade sadia começaram a ser definidas ali: o perdedor aceita a derrota de boa vontade e o vencedor lhe deseja boa sorte. Aquele, entretanto, que viola as regras do jogo ou não adere ao essencial do esporte é excluído e punido. Em outras palavras, havia uma ética por trás das práticas esportivas dos antigos egípcios.

A verdade é que o egípcio antigo acreditou na importância do atletismo para o aperfeiçoamento do corpo e a proteção da saúde e na importância do entretenimento no restabelecimento da energia e no aumento da eficiência da atividade mental e física. Por tais razões, registraram cuidadosamente seus esportes e jogos populares nas paredes dos templos usando desenhos que ilustram as regras de cada jogo.

Segundo os estudiosos do assunto, embora os esportes no antigo Egito fossem um fenômeno cultural, tinham, na realidade, um papel social e político significativo. Eles estavam divididos em diferentes categorias. A primeira, para entretenimento e manutenção da forma física, incluia ginástica, acrobacias, como nesta cena da mastaba de Kayemmi, caça, pesca, natação e salto em altura ou à distância. A segunda, para preparar os corpos dos reis e guerreiros, bem como para fortalecer os músculos dos moços que pretendiam ser sacerdotes ou oficiais militares, incluia o boxe, lutas corporais, levantamento de peso, remo, atividades eqüestres, maratonas e arco-e-flecha.

Uma forma primitiva de salto em altura era praticada com dois jogadores sentados um defronte ao outro, com as pernas estiradas e os pés de um deles em cima dos dedos dos pés do outro. Se um terceiro competidor conseguisse pular essa barreira humana, os dois jogadores sentados colocavam suas mãos espalmadas em cima de seus pés para aumentar a altura do obstáculo, o qual o terceiro jogador tinha que saltar semrpe sem tocá-lo. Tal modalidade esportiva ainda é praticada atualmente na zona rural egípcia, recebendo o nome de passos de ganso.

Cenas com boxeadores em posição de desferir socos no adversário, o qual, por sua vez, se defende, são mostradas em tumbas de Saqqara. Faraós e príncipes assistem a disputa, o que indica que já se tratava de uma competição organizada.

Levantamento de peso era outro dos jogos esportivos conhecidos pelos antigos egípcios. Uma das modalidades da competição consistia na tentativa de erguer um pesado saco de areia com uma só mão, numa única arrancada, e mantê-lo erquido em posição quase vertical por um período curto de tempo. Esta é uma das modalidades de levantamento de peso praticadas ainda hoje.

A equitação se transferiu do mundo da guerra para o do esporte e da caça de animais selvagens. Eram organizadas corridas de cavalos entre jovens. Permaneciam montados sem selas com total domínio da montaria.

Ostraca de calcário da XIX dinastia (c. 1307 a 1196 a.C.), proveniente de Deir el-Medina, mostra o esboço de uma dançarina acrobática. Seu corpo está curvado para trás até que as mãos toquem o solo, revelando flexibilidade corporal. Esse é um dos exercícios mais praticados atualmente.

Uma ilustração mostra um homem que se mantém totalmente na vertical com a cabeça apoiada no solo, os braços junto ao corpo, e sem tocar o chão com as mãos. Outra pintura representa atletas executando sucessivos saltos e dando mais do que uma volta completa no ar. Ao término do desempenho os praticantes permanecem firmemente na vertical, o que é uma das regras básicas aplicadas nos exercícios de solo nas Olimpíadas de hoje. O fato é que os antigos egípcios dominaram muitos dos esportes olímpicos modernos.
As mulheres jovens também praticavam todas as modalidades esportivas e parece que apenas as artes marciais estavam destinadas somente aos homens. A representação de uma jovem praticando arco-e-flecha e atirando em três alvos pode ser vista em uma parede tumular.As caçadas, as práticas com arco-e-flecha ou dardos estão representadas frequentemente nos relevos dos templos e parecem ter sido jogos esportivos particularmente importantes para reis e nobres. Nessas ocasiões podia-se desfrutar a camaradagem dos amigos e da família.

Surgia, ainda, uma oportunidade de se testar a própria coragem e demostrar valentia e habilidade física, seja derrotando um leão ou um tigre no deserto, seja arpoando um hipopótamo ou um crocodilo no rio Nilo. Os relevos se esforçam em ressaltar a habilidade dos reis e príncipes no acerto preciso do alvo e sua força no retesar do arco. Os dardos diferiam em comprimento de acordo com o tipo de presa a ser atingida, permitindo que com um só lançamento se abatesse o animal. Eram lançados voltados para cima, de forma a executarem giros rápidos até atingirem o alvo. Amenófis II (c. 1427 a 1401 a.C.) afirmava que podia atravessar com uma flecha um alvo de cobre de sete centímetros de espessura de maneira que do outro lado do alvo surgisse 22 centímetros da flecha. E fixava prêmios para quem conseguisse fazer o mesmo.


No templo de Ramsés III várias cenas mostram-no como caçador de leões, hipopótamos e touros selvagens. Museus egípcios guardam uma pequena estátua de Tutankhamon (c. 1333 a 1323 a.C.) representado como um caçador de hipopótamos e, também, muitas varas e anzóis para pesca de diferentes tipos e formatos, provando quão desenvolvido estava esse esporte.

Deve ser considerado que os faraós freqüentemente se fizeram representar em relevos das paredes dos templos como guerreiros que sozinhos matavam centenas de inimigos e dezenas de leões para reforçar sua imagem de reis com poderes divinos. Ilustrações semelhantes foram repetidas por vários faraós que se sucederam, o que nos faz questionar a validade destas cenas. Por exemplo: as imagens de guerra de Ramsés III em Karnak são cópias exatas dos relevos de Ramsés II (c. 1290 a 1224 a.C.). Estas ações de heroísmo, em parte, foram projetadas com propósitos propagandísticos. Elas reforçavam a posição do rei como chefe de estado, mais do que refletiam uma realidade histórica.

O prazer da caçada está registrado em um papiro nos seguinter termos:
"Um dia feliz quando nós descemos para o pântano, quando podemos capturar pássaros e pegar muitos peixes na água... Um dia feliz para todos quando a deusa do pântano nos é favorável. Nós apanharemos pássaros e acenderemos um braseiro para o deus Sebek".

A pescaria, por sua vez, era uma prática desportiva tanto das classes governantes quanto das pessoas comuns. É mostrada nas tumbas dos nobres, tanto do Império Antigo (c. 2575 a 2134 a.C.) quanto do Império Novo (c. 1550 a 1070 a.C.), nas quais aparece como um passatempo. Para os cidadãos, porém, era vista como uma profissão traiçoeira, revestida de real perigo advindos tanto do venenoso peixe-gato quanto do maior de todos o inimigos, o crocodilo. Se um barco emborcasse, o risco de ser devorado por este monstro do Nilo era alto. No término de uma excursão de pesca, o alívio dos homens pelo retorno seguro é ilustrado por um humorístico empurra-empurra dos pescadores entre si com suas varas de pescar.

O remo era outro esporte egípcio antigo e seu maior requisito era a força física. Ilustrações registraram o remo em equipe. Os competidores necessitavam harmonizar as remadas em consonância com as ordens do líder, o qual manobrava o leme da embarcação. Era ele que controlava os movimentos por meio de um alto brado sistemático que unificava o momento no qual os remos tocavam a superfície da água e isso ajudava a empurrar o barco para a frente mais contínua e rapidamente. Tal método ainda é empregado atualmente. Com tanta água pela frente, não admira que a natação fosse um dos esportes favoritos. As águas tranqüilas do Nilo encorajavam os jovens a participarem de competições nas quais podiam mostrar suas habilidades natatórias. O rio, entretanto, não era o único cenário para prática da natação. Ainda que ele fosse o local ideal para os grandes competidores, os nobres primeiro aprendiam a nadar na privacidade de seus pequenos lagos particulares.

Nos túmulos de Saqqara estão representadas cenas de esportes praticados com bolas, os quais parecem ter sido tão populares quanto o são hoje em dia. Muitas bolas foram achadas em escavações arqueológicas. Eram confeccionadas com canas de papiro secas e amarradas firmemente, ou com tecido ou couro cozido recheados com papiro, palha, corda ou crina. Um esporte atual que já era praticado pelos egípcios é o hóquei. Para jogá-lo eram usados longos ramos de palmeira, largos e curvos na extremidade como os tacos usados hoje em dia nesse esporte, e um disco feito com dois pedaços de couro em formato de semicírculo, tingidos de duas ou mais cores e recheados de fibras de papiro comprimidas. Este hóquei primitivo ainda é jogado na zona rural egípcia atualmente, sendo conhecido como hoksha.

Outro esporte com bola parece ter sido a origem do jogo de beisebol que conhecemos hoje. As cenas ilustram que os artefatos usados eram semelhantes aos do hóquei. O jogo começa com dois times iguais, um dos quais bate a bola enquanto o outro permanece espalhado pelo campo. Um jogador do primeiro time lança a bola para um competidor do time adversário. Este rebate a bola, procurando lançá-la o mais longe possível, larga o bastão e corre atrás da bola juntamente com o resto de seu time, em um plano predeterminado, tentando alcançar uma palmeira distante a partir de outra palmeira mais próxima. Então, ele volta ao ponto de partida. Algumas regras lembram o beisebol: o jogador do time rebatedor é excluído se for atingido pela bola; ao time rebatedor não é permitido, ao correr, cruzar os limites estabelecidos; os dois times trocam seus papéis ao longo da partida. Esse jogo, em sua forma primitiva, ainda é praticado em certas regiões do Egito.

As espadas não existiam ainda, mas os murais do Alto Egito mostram cenas que refletem o profundo interesse dos antigos egípcios por uma espécie de esgrima praticada com bastões de madeira. Dois jogadores se enfrentam, cada um tentando descobrir o ponto fraco do outro. O objetivo é atingir uma parte do corpo do oponente com a vara. A arena, dizem os textos, é um círculo com três metros de diâmetro e a partida é constituída por três assaltos de três minutos cada um. Os locais do corpo que se deve atingir são o tórax, a axila e a cabeça. Se esta última for tocada, o jogador atingido perde a partida e o jogo termina. É proibido atingir a mão que segura o bastão.

As maratonas tinham relevante significado para os antigos egípcios. Sua importância advinha não apenas do fato de serem elementos essenciais para o preparo físico de uma pessoa, mas também por suas finalidades religiosas. O faraó praticava a maratona durante a cerimônia de sua entronização e quando da celebração do Heb-Sed, festa durante a qual ocorreria uma regeneração do poder real, colocando o soberano na condição necessária para exercer suas funções. Rejuvenescido e dotado de renovado poder, ele poderia exercer seu papel de criador com a mesma intensidade que o fizera ao subir ao trono. Um dos rituais essenciais desta celebração consistia numa corrida do rei num local apropriado, construído ao redor de seus edifícios funerários. Ao público presente era, assim, revelada a força física do rei e sua habilidade para governar usando suas capacidades corporais e mentais. Existem registros de que o faraó e aqueles que haviam nascido no mesmo dia do nascimento do rei participavam de maratonas agitadas. A ninguém era permitido fazer uma refeição antes de cumprir as 180 etapas dessa corrida. Entre as cenas mais conhecidas dessa festividade estão as do faraó Djoser (c. 2630 a 2611 a.C.) correndo ao redor de seu complexo mortuário.


Texto extraído do site http://www.fascinioegito.sh06.com/esportes.htm. Acesso em 27 de maio de 2009.

Título, imagens e links organizados por Lourival Junior


* Sites sobre o Antigo Egito

http://pt.wikipedia.org/wiki/Antigo_Egito
http://www.fascinioegito.sh06.com/vidacoti.htm

Um comentário:

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