Olimpiadas na Grécia Antiga

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Olimpíadas em Beijing - 2008

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Atletas Brasileiros nas Olimpíadas de Pequim

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Olimpíada Brasileira de Matemática 2009

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Olimpíadas de Matemática

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Esportes: uma dádiva do Antigo Egito


Embora as pessoas saibam que o povo grego parece ter sido o primeiro a praticar e organizar competições esportivas, a numerosa representação de cenas esportivas que aparecem nas paredes das tumbas, templos e obeliscos tendem a provar que, provavelmente, foram os antigos egípcios* os verdadeiros pais de muitos dos esportes atuais. Elas também mostram que os faraós fixaram as regras básicas para os jogos, uniformes especiais para os jogadores e até um árbitro para organizar a competição. Este interferia para separar uma briga e anunciava os vitoriosos, conferindo-lhes colares diferenciados ou faixas de vencedores. Os sentimentos dos competidores ao término das partidas também foram retratados.
Em uma das paredes do templo de Ramsés III (c. 1194 a 1163 a.C.) em Luxor, por exemplo, podemos ver um jogador que cumprimenta a torcida curvando-se e levando a mão até a testa. Vencedores e perdedores eram aplaudidos: os primeiros por sua superioridade e os demais por seu espírito esportivo. Os comportamentos da esportividade sadia começaram a ser definidas ali: o perdedor aceita a derrota de boa vontade e o vencedor lhe deseja boa sorte. Aquele, entretanto, que viola as regras do jogo ou não adere ao essencial do esporte é excluído e punido. Em outras palavras, havia uma ética por trás das práticas esportivas dos antigos egípcios.

A verdade é que o egípcio antigo acreditou na importância do atletismo para o aperfeiçoamento do corpo e a proteção da saúde e na importância do entretenimento no restabelecimento da energia e no aumento da eficiência da atividade mental e física. Por tais razões, registraram cuidadosamente seus esportes e jogos populares nas paredes dos templos usando desenhos que ilustram as regras de cada jogo.

Segundo os estudiosos do assunto, embora os esportes no antigo Egito fossem um fenômeno cultural, tinham, na realidade, um papel social e político significativo. Eles estavam divididos em diferentes categorias. A primeira, para entretenimento e manutenção da forma física, incluia ginástica, acrobacias, como nesta cena da mastaba de Kayemmi, caça, pesca, natação e salto em altura ou à distância. A segunda, para preparar os corpos dos reis e guerreiros, bem como para fortalecer os músculos dos moços que pretendiam ser sacerdotes ou oficiais militares, incluia o boxe, lutas corporais, levantamento de peso, remo, atividades eqüestres, maratonas e arco-e-flecha.

Uma forma primitiva de salto em altura era praticada com dois jogadores sentados um defronte ao outro, com as pernas estiradas e os pés de um deles em cima dos dedos dos pés do outro. Se um terceiro competidor conseguisse pular essa barreira humana, os dois jogadores sentados colocavam suas mãos espalmadas em cima de seus pés para aumentar a altura do obstáculo, o qual o terceiro jogador tinha que saltar semrpe sem tocá-lo. Tal modalidade esportiva ainda é praticada atualmente na zona rural egípcia, recebendo o nome de passos de ganso.

Cenas com boxeadores em posição de desferir socos no adversário, o qual, por sua vez, se defende, são mostradas em tumbas de Saqqara. Faraós e príncipes assistem a disputa, o que indica que já se tratava de uma competição organizada.

Levantamento de peso era outro dos jogos esportivos conhecidos pelos antigos egípcios. Uma das modalidades da competição consistia na tentativa de erguer um pesado saco de areia com uma só mão, numa única arrancada, e mantê-lo erquido em posição quase vertical por um período curto de tempo. Esta é uma das modalidades de levantamento de peso praticadas ainda hoje.

A equitação se transferiu do mundo da guerra para o do esporte e da caça de animais selvagens. Eram organizadas corridas de cavalos entre jovens. Permaneciam montados sem selas com total domínio da montaria.

Ostraca de calcário da XIX dinastia (c. 1307 a 1196 a.C.), proveniente de Deir el-Medina, mostra o esboço de uma dançarina acrobática. Seu corpo está curvado para trás até que as mãos toquem o solo, revelando flexibilidade corporal. Esse é um dos exercícios mais praticados atualmente.

Uma ilustração mostra um homem que se mantém totalmente na vertical com a cabeça apoiada no solo, os braços junto ao corpo, e sem tocar o chão com as mãos. Outra pintura representa atletas executando sucessivos saltos e dando mais do que uma volta completa no ar. Ao término do desempenho os praticantes permanecem firmemente na vertical, o que é uma das regras básicas aplicadas nos exercícios de solo nas Olimpíadas de hoje. O fato é que os antigos egípcios dominaram muitos dos esportes olímpicos modernos.
As mulheres jovens também praticavam todas as modalidades esportivas e parece que apenas as artes marciais estavam destinadas somente aos homens. A representação de uma jovem praticando arco-e-flecha e atirando em três alvos pode ser vista em uma parede tumular.As caçadas, as práticas com arco-e-flecha ou dardos estão representadas frequentemente nos relevos dos templos e parecem ter sido jogos esportivos particularmente importantes para reis e nobres. Nessas ocasiões podia-se desfrutar a camaradagem dos amigos e da família.

Surgia, ainda, uma oportunidade de se testar a própria coragem e demostrar valentia e habilidade física, seja derrotando um leão ou um tigre no deserto, seja arpoando um hipopótamo ou um crocodilo no rio Nilo. Os relevos se esforçam em ressaltar a habilidade dos reis e príncipes no acerto preciso do alvo e sua força no retesar do arco. Os dardos diferiam em comprimento de acordo com o tipo de presa a ser atingida, permitindo que com um só lançamento se abatesse o animal. Eram lançados voltados para cima, de forma a executarem giros rápidos até atingirem o alvo. Amenófis II (c. 1427 a 1401 a.C.) afirmava que podia atravessar com uma flecha um alvo de cobre de sete centímetros de espessura de maneira que do outro lado do alvo surgisse 22 centímetros da flecha. E fixava prêmios para quem conseguisse fazer o mesmo.


No templo de Ramsés III várias cenas mostram-no como caçador de leões, hipopótamos e touros selvagens. Museus egípcios guardam uma pequena estátua de Tutankhamon (c. 1333 a 1323 a.C.) representado como um caçador de hipopótamos e, também, muitas varas e anzóis para pesca de diferentes tipos e formatos, provando quão desenvolvido estava esse esporte.

Deve ser considerado que os faraós freqüentemente se fizeram representar em relevos das paredes dos templos como guerreiros que sozinhos matavam centenas de inimigos e dezenas de leões para reforçar sua imagem de reis com poderes divinos. Ilustrações semelhantes foram repetidas por vários faraós que se sucederam, o que nos faz questionar a validade destas cenas. Por exemplo: as imagens de guerra de Ramsés III em Karnak são cópias exatas dos relevos de Ramsés II (c. 1290 a 1224 a.C.). Estas ações de heroísmo, em parte, foram projetadas com propósitos propagandísticos. Elas reforçavam a posição do rei como chefe de estado, mais do que refletiam uma realidade histórica.

O prazer da caçada está registrado em um papiro nos seguinter termos:
"Um dia feliz quando nós descemos para o pântano, quando podemos capturar pássaros e pegar muitos peixes na água... Um dia feliz para todos quando a deusa do pântano nos é favorável. Nós apanharemos pássaros e acenderemos um braseiro para o deus Sebek".

A pescaria, por sua vez, era uma prática desportiva tanto das classes governantes quanto das pessoas comuns. É mostrada nas tumbas dos nobres, tanto do Império Antigo (c. 2575 a 2134 a.C.) quanto do Império Novo (c. 1550 a 1070 a.C.), nas quais aparece como um passatempo. Para os cidadãos, porém, era vista como uma profissão traiçoeira, revestida de real perigo advindos tanto do venenoso peixe-gato quanto do maior de todos o inimigos, o crocodilo. Se um barco emborcasse, o risco de ser devorado por este monstro do Nilo era alto. No término de uma excursão de pesca, o alívio dos homens pelo retorno seguro é ilustrado por um humorístico empurra-empurra dos pescadores entre si com suas varas de pescar.

O remo era outro esporte egípcio antigo e seu maior requisito era a força física. Ilustrações registraram o remo em equipe. Os competidores necessitavam harmonizar as remadas em consonância com as ordens do líder, o qual manobrava o leme da embarcação. Era ele que controlava os movimentos por meio de um alto brado sistemático que unificava o momento no qual os remos tocavam a superfície da água e isso ajudava a empurrar o barco para a frente mais contínua e rapidamente. Tal método ainda é empregado atualmente. Com tanta água pela frente, não admira que a natação fosse um dos esportes favoritos. As águas tranqüilas do Nilo encorajavam os jovens a participarem de competições nas quais podiam mostrar suas habilidades natatórias. O rio, entretanto, não era o único cenário para prática da natação. Ainda que ele fosse o local ideal para os grandes competidores, os nobres primeiro aprendiam a nadar na privacidade de seus pequenos lagos particulares.

Nos túmulos de Saqqara estão representadas cenas de esportes praticados com bolas, os quais parecem ter sido tão populares quanto o são hoje em dia. Muitas bolas foram achadas em escavações arqueológicas. Eram confeccionadas com canas de papiro secas e amarradas firmemente, ou com tecido ou couro cozido recheados com papiro, palha, corda ou crina. Um esporte atual que já era praticado pelos egípcios é o hóquei. Para jogá-lo eram usados longos ramos de palmeira, largos e curvos na extremidade como os tacos usados hoje em dia nesse esporte, e um disco feito com dois pedaços de couro em formato de semicírculo, tingidos de duas ou mais cores e recheados de fibras de papiro comprimidas. Este hóquei primitivo ainda é jogado na zona rural egípcia atualmente, sendo conhecido como hoksha.

Outro esporte com bola parece ter sido a origem do jogo de beisebol que conhecemos hoje. As cenas ilustram que os artefatos usados eram semelhantes aos do hóquei. O jogo começa com dois times iguais, um dos quais bate a bola enquanto o outro permanece espalhado pelo campo. Um jogador do primeiro time lança a bola para um competidor do time adversário. Este rebate a bola, procurando lançá-la o mais longe possível, larga o bastão e corre atrás da bola juntamente com o resto de seu time, em um plano predeterminado, tentando alcançar uma palmeira distante a partir de outra palmeira mais próxima. Então, ele volta ao ponto de partida. Algumas regras lembram o beisebol: o jogador do time rebatedor é excluído se for atingido pela bola; ao time rebatedor não é permitido, ao correr, cruzar os limites estabelecidos; os dois times trocam seus papéis ao longo da partida. Esse jogo, em sua forma primitiva, ainda é praticado em certas regiões do Egito.

As espadas não existiam ainda, mas os murais do Alto Egito mostram cenas que refletem o profundo interesse dos antigos egípcios por uma espécie de esgrima praticada com bastões de madeira. Dois jogadores se enfrentam, cada um tentando descobrir o ponto fraco do outro. O objetivo é atingir uma parte do corpo do oponente com a vara. A arena, dizem os textos, é um círculo com três metros de diâmetro e a partida é constituída por três assaltos de três minutos cada um. Os locais do corpo que se deve atingir são o tórax, a axila e a cabeça. Se esta última for tocada, o jogador atingido perde a partida e o jogo termina. É proibido atingir a mão que segura o bastão.

As maratonas tinham relevante significado para os antigos egípcios. Sua importância advinha não apenas do fato de serem elementos essenciais para o preparo físico de uma pessoa, mas também por suas finalidades religiosas. O faraó praticava a maratona durante a cerimônia de sua entronização e quando da celebração do Heb-Sed, festa durante a qual ocorreria uma regeneração do poder real, colocando o soberano na condição necessária para exercer suas funções. Rejuvenescido e dotado de renovado poder, ele poderia exercer seu papel de criador com a mesma intensidade que o fizera ao subir ao trono. Um dos rituais essenciais desta celebração consistia numa corrida do rei num local apropriado, construído ao redor de seus edifícios funerários. Ao público presente era, assim, revelada a força física do rei e sua habilidade para governar usando suas capacidades corporais e mentais. Existem registros de que o faraó e aqueles que haviam nascido no mesmo dia do nascimento do rei participavam de maratonas agitadas. A ninguém era permitido fazer uma refeição antes de cumprir as 180 etapas dessa corrida. Entre as cenas mais conhecidas dessa festividade estão as do faraó Djoser (c. 2630 a 2611 a.C.) correndo ao redor de seu complexo mortuário.


Texto extraído do site http://www.fascinioegito.sh06.com/esportes.htm. Acesso em 27 de maio de 2009.

Título, imagens e links organizados por Lourival Junior


* Sites sobre o Antigo Egito

http://pt.wikipedia.org/wiki/Antigo_Egito
http://www.fascinioegito.sh06.com/vidacoti.htm

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Espaço Aberto

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OLIMPÍADAS... UM PRESENTE DOS GREGOS
- por Lourival Júnior, maio de 2009
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Os Jogos Olimpícos, também conhecidos como Olimpíadas, nasceram em Olímpia, cidade da Grécia Antiga, arena de deuses, filósofos, dramaturgos e guerreiros. Eis aí um saudável presente dos gregos para o mundo.

Esses jogos constituem uma série de eventos desportivos, ocorrem de quatro a quatro anos e reúnem atletas de quase todos os países para competirem em diferentes e diversas modalidades. Aos classificados, são oferecidos medalhas de ouro, prata e bronze.

Criados em homenagem aos deuses gregos, especialmente Zeus, por volta de 776 a.C., os Jogos Olímpicos atravessaram os mares e se tornaram verdadeiros palcos festivos, adornados por confrontos políticos, reivindicações, desfiles de vaidades e constelação de estrelas; cenas comuns quer seja entre os países participantes, quer seja entre os próprios competidores. Originalmente, os jogos se mesclavam à celebração do esporte e do culto à beleza estética humana, sobretudo masculina. Havia ali uma intenção mística e fúnebre de saudar os mortos de cada cidade-estado da Grécia.

Ao longo do tempo, as Olimpíadas se institucionalizaram, esportistas se profissionalizaram, atletas femininas ganharam reconhecimento, talentos foram descobertos, tecnologias invadiram o cenário e a competitividade cresceu em escala avassaladora. Embora seja salutar a prática dos esportes, o universo olímpico dos dias atuais reflete uma mistura de diversão, lazer e disputas. O solene sentido de paz, solidariedade e amizade, conclamado pelo Barão Pierre de Coubertin, que oportunizou o regresso às tradições olímpicas na Era Moderna, é uma tocha em ebulição.

Por isso, para que possamos, efetivamente, desfrutar desse valioso presente grego é preciso que as Olmpíadas transcendam o estatuto de instituição esportiva, incorporando o espírito de união, harmonia, igualdade e respeito entre nações, povos, raças, etnias e genero. Afinal, a essência olímpica deve permear a essência da vida: superar obstáculos, vencer desafios, realizar sonhos e ser feliz.

Referências
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jogos_Ol%C3%ADmpicos
http://www.quadrodemedalhas.com/olimpiadas/historia-dos-jogos-olimpicos.htm
http://www.suapesquisa.com/olimpiadas/

sábado, 16 de maio de 2009

Como Tudo Começou...




ORIGEM DOS JOGOS

Os antigos gregos não tinham fim de semana de lazer, eles trabalhavam todos os dias, exceto nos mais de 50 feriados religiosos e eventos esportivos, onde destacavam-se os Jogos Olímpicos ou Olimpíadas. Originalmente conhecidas como Festival Olímpico, faziam parte dos quatro grandes festivais religiosos pan-helênicos celebrados na Grécia Antiga e eram assistidos por visitantes vindos de todas cidades-estado que formavam o mundo grego. Os demais festivais eram o Pítico, O Ístmico e o Nemeu. Sediado na cidade de Olímpia, em homenagem a Zeus (deus supremo da mitologia grega), o festival Olímpico era muito antigo, mas foi a partir de 776 a C. (data da fundação dos jogos) passou a ser feito um registro ininterrupto dos vencedores. Sabe-se que no dia marcado para o evento, uma forte chuva desabou sobre Olímpia, limitando as competições a uma corrida pelo estádio. Registrou-se assim, a primeira notícia de um campeão olímpico. Tratava-se do cozinheiro Coroebus de Elis, vencedor da corrida de 192,27 metros. Alguns historiadores contudo, acreditam que as primeiras olimpíadas tenham sido bem anteriores ao feito do cozinheiro-atleta.
Apesar de inicialmente possuírem um caráter apenas local, já no final do século VIII a C. os jogos passaram a contar com participantes de todas as partes da região grega do Peloponeso. Eram realizados a cada quatro anos na cidade de Olímpia, durante o verão, época em que se iniciava a contagem da "Olimpíada", o período cronológico de quatro anos utilizado para datar eventos históricos.



AS MODALIDADES


Os primeiros jogos limitavam-se a uma única corrida com cerca de 192 metros. Em 724 a C. introduziu-se uma nova modalidade semelhante aos atuais 400 metros rasos. Em 708 a C., acrescentou-se o pentatlo (competição formada por cinco modalidades atléticas incluindo luta livre, salto de distância, corrida, lançamento de disco e lançamento de dardo) e posteriormente o pancrácio (luta similar ao boxe). Os atletas do salto à distância carregavam pesos que os impulsionava para frente e que eram largados antes da aterrizagem. Dessa maneira eles acresciam mais de 30 cm em cada salto.Em 680 a C. foi incluída a corrida de carros. Com formato arredondado na frente e abertos atrás, os veículos corriam sobre rodas baixas, sendo puxados por dois ou quatro cavalos alinhados horizontalmente. Outras competições com animais foram incluídas, como uma corrida de cavalos montados e outra de charretes puxadas a mulas. Em 600 a C., foi erguido o templo de Hera (esposa de Zeus), onde passaram a ser depositadas coroas de louros para os campeões. O estádio ganhou tribunas de honra e a cidade um reservatório de água. Existiam também hotéis para as pessoas importantes, sendo que o mais conhecido da época foi construído ao redor de uma elegante fonte, onde no final se formava uma espécie de nações unidas entre as cidades-estado gregas.Até 472 a C. as provas eram realizadas num único dia, sendo que apenas os cidadãos livres poderiam competir, além da participação feminina ser proibida.

Pare. Ouça. Reflita ...

Olimpíada de Matemática





O que é uma Olimpíada de Matemática?

É uma competição, como as de natação e futebol, como concursos de literatura ou festivais de música, e, como toda competição, tem sua preparação específica. O treinamento dos " atletas " de Olimpíadas de Matemática consiste na resolução de problemas de Matemática individualmente e em grupo. Eles " treinam " com o objetivo de desenvolver a habilidade lógica, a criatividade e a sociabilidade, bem como bons métodos de pensamento e de trabalho.


As Olimpíadas de Matemática no Brasil e no Mundo

A primeira Olimpíada de Matemática aconteceu na Hungria, em 1894. Desde 1959, realiza-se anualmente a Olimpíada Internacional de Matemática (IMO), da qual participam alunos do ensino médio de cerca de 100 países. A Olimpíada Iberoamericana de Matemática conta com a participação de alunos de mais de 20 países da América Latina, além de Espanha e Portugal. Em 1994 foi criada uma Olimpíada Internacional de Matemática voltada apenas para estudantes universitários, a IMC, que já está em sua 11a. edição. No Brasil, a Academia Paulista de Ciências criou em 1977 a Olimpíada Paulista de Matemática; dois anos mais tarde, surgiu a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), organizada pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). A OBM, em conjunto com as Olimpíadas Regionais de Matemática, envolve anualmente a participação de cerca de 200 mil estudantes no Brasil. O Brasil tem participação expressiva nas Olimpíadas internacionais. Na IMO, alunos brasileiros já conquistaram seis medalhas de ouro e um grande número de medalhas de prata e bronze. Nos últimos anos, o Brasil tem figurado entre os vinte países de melhor rendimento, à frente de Alemanha, Canadá, França e Inglaterra, entre outros. Na última edição da Olimpíada Iberoamericana, cada um de nossos representantes obteve uma medalha de ouro, marca nunca antes obtida por qualquer outro país participante. Estes resultados mostram que os estudantes brasileiros são tão inteligentes e criativos quanto seus colegas de outras partes do mundo, sendo apenas necessário que lhes sejam dadas a oportunidade e as condições de expressar seu potencial.


O que é a Olimpíada Brasileira de Matemática

A Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) é uma competição organizada pela Sociedade Brasileira de Matemática e aberta a todos os estudantes dos Ensinos Fundamental (a partir da 5ª série), Médio e Universitário. Em torno desta competição, a Sociedade Brasileira de Matemática, em estreita cooperação com o IMPA, elaborou um projeto que visa empregar competições matemáticas como veículos para a melhoria do ensino de Matemática no país, além de contribuir para a descoberta precoce de talentos para as Ciências em geral. Algumas das ações estabelecidas no projeto, que recebeu apoio do CNPq, são: Ampliação da Comissão de Olimpíadas da SBM, com o estabelecimento de uma Secretaria, localizada no IMPA, para centralizar os trabalhos de divulgação e coordenação das atividades olímpicas e para apoiar os coordenadores regionais . Criação da revista Eureka!, editada três vezes por ano, contendo informações e material de preparação para Olimpíadas. Estabelecimento de um canal de comunicação constante com os estudantes e as escolas, através da revista Eureka!, deste site da Internet e de um cartaz, a ser enviado a todas as escolas cadastradas.

Como Participar I - A Escola

Como participar da OBMEP?

Para participar, é necessário que a Escola preencha a sua inscrição on-line através desse site . A inscrição pode ser também por via postal, com o preenchimento da ficha no formato de carta-resposta, que será enviada à todas as escolas no kit de divulgação. É importante a participação de todos os alunos da Escola na primeira fase da OBMEP. Assim, além de vivenciar momentos de interação e entusiasmo com todos os seus alunos, a Escola terá mais representantes na segunda fase da competição e, com isso, maiores possibilidades de premiação. Participe da OBMEP – Vamos somar novos talentos para o Brasil!

Como participar da OBM (Olimpíada Brasileira de Matemática)?
Em geral, o aluno participa da Olimpíada Brasileira de Matemática através de sua escola (níveis 1, 2 e 3) ou Universidade (nível Universitário). Esta por sua vez, assegura sua participação entrando em contato com um coordenador regional e nomeando um professor para ser o representante da Olimpíada na escola ou universidade. Se você é um estudante que deseja participar da Olimpíada, mas sua escola ou universidade não tem um representante da OBM, entre em contato conosco. A Olimpíada Brasileira de Matemática é realizada em quatro níveis: Nível 1 - para alunos matriculados na 5ª ou 6ª séries do ensino fundamental quando da realização da primeira fase da OBM.Nível 2 - para alunos matriculados na 7ª ou 8ª séries do ensino fundamental quando da realização da primeira fase da OBM. Nível 3 - para alunos matriculados em qualquer série do ensino médio quando da realização da primeira fase da OBM ou que, tendo concluído o ensino médio menos de um ano antes, não tenham ingressado em curso de nível superior até a data da realização da primeira fase da OBM.Nível Universitário - para alunos que ainda não tenham concluido o curso superior (normalmente estudantes universitários em nível de graduação, podendo ser estudantes de qualquer curso e qualquer período).

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP)
A idéia de um grande evento nacional de Matemática voltado para o Ensino Fundamental e o Ensino Médio nas escolas públicas faz parte do Projeto Universidade-Escola da SBM, que tem por objetivo o aprimoramento do ensino da Matemática no Brasil. A proposta teve excelente acolhida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e pelo Ministério da Educação (MEC). Este projeto está sendo agora implementado pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA). Projetos semelhantes, voltados para as Escolas Públicas e apoiados pela Secretaria de Inclusão Social do MCT já vêm sendo realizados em alguns estados do Brasil, como Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Sergipe, com grande repercussão e excelente receptividade junto a alunos, professores, escolas e comunidades locais. Além disso, o Ceará vem realizando com enorme sucesso o Projeto Numeratizar, dirigido às Escolas Públicas.

Como Participar II - O Aluno




Quais são os objetivos da OBMEP?

A OBMEP pretende estimular nos alunos o gosto pela Matemática e pelo raciocínio, o desenvolvimento do senso crítico e de bons métodos de estudo. Estas habilidades são essenciais no desempenho em todas as áreas de conhecimento e no exercício da cidadania. Outra meta é que os alunos participantes possam descobrir na Matemática uma fonte de beleza e prazer intelectual, independente de suas futuras opções profissionais. Este projeto tem como ponto essencial envolver ativamente os professores das escolas públicas, estimulando-os na direção de seu aprimoramento pessoal e da excelência no ensino da Matemática. Finalmente, a OBMEP quer descobrir alunos com talento para as áreas científicas e tecnológicas e proporcionar-lhes condições de desenvolver suas habilidades matemáticas. Em resumo, a OBMEP pretende ser um fator positivo para a melhoria da qualidade do ensino nas Escolas Públicas do país e exercer o papel de agente de desenvolvimento social, cultural, científico e tecnológico do Brasil. Esta é a razão de ser e o objetivo maior da OBMEP. Os organizadores da OBMEP acreditam que a Matemática, assim como o esporte, não é apenas uma habilidade ou um conhecimento técnico, e sim, que ela pode ser uma atividade integradora, de inclusão social, e uma oportunidade de desenvolvimento pessoal a que deve ter acesso o maior número de crianças e jovens.

Por que é importante participar da OBMEP?

Os resultados decorrentes da participação na Olimpíada são os mais variados. Mas é importante sublinhar que a capacitação no pensamento matemático forma o aluno e o cidadão, contribuindo efetivamente para um bom desempenho escolar e para a participação ativa na sociedade. A experiência mostra que muitos participantes de Olimpíadas de Matemática melhoram seu desempenho em outras áreas e disciplinas escolares, e os números mostram que vários deles apresentam excelente índice de aprovação em concursos vestibulares de todas as áreas e nas mais renomadas instituições de ensino superior do Brasil. Outro excelente resultado da participação nas Olimpíadas é a mudança de atitude com relação à Matemática. Ao trabalhar de modo prazeroso, estudando problemas e aplicações de Matemática que fogem do dia-a-dia de sala de aula e interagindo diretamente com colegas e professores, o estudante descobre a Matemática como linguagem viva de descrição de fenômenos naturais, científicos e tecnológicos, com seus métodos próprios de pensamento e sua beleza única. Finalmente, não se pode também deixar de apontar que, à medida que o aluno desenvolve sua capacidade de resolução de problemas, crescem também sua autoconfiança e autoestima. As habilidades de análise e crítica, constantemente enfatizadas no estudo de Matemática, criam uma nova disposição para o estudo e uma melhor apreensão de conceitos de qualquer natureza.

Como está estruturada a OBMEP?

A OBMEP está dividida em três níveis: Nível I - alunos de 5a e 6a série; Nível II - alunos de 7a e 8a série; Nível III - alunos do Ensino Médio. e será realizada em duas fases: 1a fase : Prova objetiva, com 20 questões de múltipla escolha, para todos os alunos inscritos, a ser aplicada nas escolas. A correção será feita pelos professores das próprias escolas, seguindo instruções e gabarito elaborados pela Direção da OBMEP. 2a fase : Prova discursiva, com 6 a 8 questões. Participarão desta fase apenas 5% dos alunos de cada escola, que tiverem melhor desempenho na primeira fase. O calendário de provas nas duas fases será o mesmo para os três níveis. A OBMEP premiará alunos, professores, escolas e municípios. A premiação dos alunos consistirá em medalhas de ouro, prata e bronze, certificados de menção honrosa e bolsas de iniciação científica Jr., do CNPq. As bolsas serão concedidas para a realização de projetos de estudo, orientados por professores designados pela SBM e pelo IMPA. Os professores premiados participarão de estágio de capacitação no IMPA. As escolas premiadas receberão certificados de menção honrosa e, algumas, laboratórios de computação. Os municípios premiados receberão certificados de menção honrosa e, alguns, quadras de esporte.

Dicas de Livros

Fique por Dentro!

História dos Jogos Olímpicos 1896 Atenas 2004. 3 Volumes. Edgardo Martolio

Os Jogos Olímpicos na Grécia Antiga. M. Andronicus e Nicolaos Yalouris

O Guia dos Curiosos - Jogos Olímpicos. Marcelo Duarte

Pipoca com Guaraná!

Anote e Assista, hein...!

Asterix nos Jogos Olímpicos. França/Alemanha /Espanha/Itálica/Bélgica, 2008. 116 min. Direção: Frédéric Forestier e Thomas Langmann.

Site oficial: http://www.asterixauxjeuxolympiques.com/


Maior, Mais Forte, Mais Rápido. EUA, 2008, 105 min. Direção: Chris Bell.

Sites Interessantes

Sites Interessantes

Nome: Site Oficial da Olimpíada Brasileira das Escolas Públicas

Endereço: http://www.obmep.org.br/

Nome: Jogos Olímpicos
Endereço: http://pt.wikipedia.org/wiki/Olimpíadas

Nome: Olimpíadas
Endereço: http://www.suapesquisa.com/olimpiadas/

Nome: História das Olimpíadas
Endereço: http://www.birafitness.com/histdasolimpiadas.htm

Nome: Artigos de Olimpíadas
Endereço: http://www.brasilescola.com/educacaofisica/olimpiadas.htm

Nome: Quadro de Medalhas
Endereço: http://www.quadrodemedalhas.com/olimpiadas/historia-dos-jogos-olimpicos.htm

Nome: Olimpíadas 2008
Endereço: http://olimpiadas.uol.com.br/2008/historia/